Sobre a Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e Atrofia Geográfica (AG)
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença progressiva da mácula, que é a parte central da retina, e desempenha um papel fundamental na visão.1 A DMRI representa uma das causas mais comuns de perda de visão nos países industrializados ocidentais. Um quarto dos europeus com mais de 60 anos de idade é afetado pela DMRI, seja ela precoce, intermediária ou de estágio tardio.2 Esta seção discute as diferentes formas de DMRI avançada, incluindo atrofia geográfica (AG).
Como a visão funciona
A luz entra nos olhos e alcança a retina, que reveste a parte interna de trás do olho. A retina tem milhões de fotorreceptores (células sensíveis à luz), que transformam a luz em sinais elétricos. Esses sinais viajam até o cérebro através do nervo óptico, permitindo que processemos o que vemos.3
Assista ao vídeo para entender em mais detalhes como a visão funciona.
O papel da mácula e o efeito do envelhecimento
A mácula é o nome dado à pequena região no centro da retina. Ele contém a concentração mais alta de fotorreceptores sensíveis à luz, que transformam a luz em sinais elétricos.3 A mácula é a parte do olho que processa o que você vê diretamente à sua frente – conhecida como sua visão central. Ela permite que você veja pequenos detalhes e foque em aspectos muito específicos do que está vendo.4 Por exemplo, ela ajuda você a identificar o texto em uma página ou as diferenças entre rostos.
Ao longo da vida, a mácula sofre os efeitos da luz de alta energia que nossos olhos processam constantemente. Conforme a luz entra no olho e é transmitida pelos fotorreceptores, são gerados resíduos conhecidos como drusas. Com o tempo, as drusas vão se acumulando, pois as células responsáveis pela remoção não conseguem mais removê-las com a rapidez necessária. As drusas se acumulam sob a mácula, fazendo com que os fotorreceptores se degradem e morram ao longo do tempo, comprometendo o processo visual. Quando ocorre, isso é conhecido como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI.3,5
A maioria das pessoas é afetada pela DMRI em estágio inicial ou intermediário, mas aproximadamente 2% das pessoas com DMRI desenvolverão uma forma avançada da doença, discutida nas seções a seguir.

Corte transversal do olho.
Tipos de degeneração macular relacionada à idade
Existem vários distúrbios oculares que afetam a mácula e são coletivamente denominados “degeneração macular”. Como essa doença ocular afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos, ela também é chamada de degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI.6,7
Há dois tipos principais dessa doença: DMRI úmida e seca. A DMRI úmida se desenvolve quando vasos sanguíneos anormais crescem por trás da mácula e a danificam, enquanto a DMRI seca envolve o acúmulo de produtos residuais, conhecidos como drusas, causando danos à mácula.3,6
Degeneração macular avançada relacionada à idade
A DMRI avançada, que inclui a DMRI seca e úmida, é considerada a maior causa de perda de visão nos países industrializados.8 Um olho com a forma avançada da DMRI seca também pode desenvolver naturalmente a DMRI úmida e vice-versa.9
Uma das formas avançadas da DMRI é conhecida como atrofia geográfica, ou AG, que afeta aproximadamente 5 milhões de pessoas em todo o mundo.10 Aproximadamente 40% dos casos de DMRI em estágio avançado são de atrofia geográfica, e 60% correspondem à forma úmida da DMRI.2
Assista ao vídeo para saber mais sobre as formas avançadas de DMRI.
Atrofia geográfica
A atrofia geográfica (AG) refere-se a uma forma avançada de DMRI. É caracterizada pelo acúmulo de pequenos depósitos amarelos de proteínas gordurosas, chamados drusas, sob a retina e a mácula.11

Corte transversal da mácula.
No estágio inicial da DMRI, algumas drusas pequenas e médias podem ser detectadas no olho. O estágio intermediário é caracterizado pela presença de drusas de tamanho médio ou de uma drusa de grande porte. Quando a DMRI atinge uma forma avançada, ou AG, observa-se a presença de diversas drusas grandes ou de drusas que se fundem entre si.
Na AG, os pontos cegos geralmente aparecem primeiro fora do campo de visão central. À medida que a doença progride, o campo de visão central é afetado e isso leva, em última análise, à perda de visão. O nome “atrofia geográfica” refere-se a áreas de atrofia ou dano, que podem se parecer com um mapa para o médico examinador, daí este termo.12
Os estágios da atrofia geográfica
Embora o crescimento da lesão na AG pareça lento, a progressão da doença normalmente é constante e irreversível.13–16
Estágios da progressão da AG16
Atrofia não central


Alguma perda de visão periférica com pouca luz. O paciente só percebe sob determinadas condições ou por meio de testes projetados.
Crescimento da atrofia não central


Perda da visão periférica e com pouca luz.
Começando a afetar a fóvea, visão central


Perda de visão periférica e com pouca luz; manchas de perda de visão central.
Atrofia central grave


Perda da visão central leva à perda de visão.
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Como a atrofia geográfica afeta a visão
À medida que as drusas na retina aumentam de tamanho e se tornam mais numerosas, elas podem reduzir a nitidez ou distorcer a visão, especialmente durante a leitura. À medida que a doença progride, podem surgir pontos cegos no centro da visão, o que pode eventualmente levar à perda da visão central.
As imagens abaixo ilustram a experiência de progressão da AG ao longo do tempo.*
1. Reconhecimento facial

No diagnóstico: Visão de uma mulher de 70 anos de idade que acabou de ser diagnosticada com AG em ambos os olhos. Os olhos têm diversas lesões, o que dificulta enxergar os rostos de seus entes queridos.

2+ anos: A AG progrediu em ambos os olhos da paciente. Os rostos de entes queridos tornaram-se mais difíceis de enxergar. Pode ser perigoso dirigir e outras atividades do dia a dia à medida que as lesões se tornam maiores.

6+ anos: Com o avanço da AG em ambos os olhos, o reconhecimento dos rostos de entes queridos, conseguir viver de forma independente e a qualidade de vida geral passam a ser afetados pela perda de visão decorrente da AG.
2. Atividades do dia a dia

No diagnóstico: Visão de uma mulher de 70 anos de idade que acabou de ser diagnosticada com AG em ambos os olhos. Os olhos têm diversas lesões, tornando mais difícil ler, por exemplo, ao fazer compras.

2+ anos: A AG progrediu em ambos os olhos da paciente. Ler ficou mais difícil. Pode ser perigoso dirigir e outras atividades do dia a dia à medida que as lesões se tornam maiores.

6+ anos: Agora, com o avanço da AG em ambos os olhos, conseguir ler, conseguir viver de forma independente e a qualidade de vida geral passam a ser afetados pela perda de visão decorrente da AG.
3. Tabela optométrica

No diagnóstico: Visão de uma mulher de 70 anos de idade que acabou de ser diagnosticada com AG em ambos os olhos. Os olhos têm diversas lesões, dificultando a visualização das coisas, como uma tabela optométrica.

2+ anos: A AG progrediu em ambos os olhos da paciente. As letras ficam difíceis de enxergar. Pode ser perigoso dirigir e outras atividades do dia a dia à medida que as lesões se tornam maiores.

6+ anos: Agora, com o avanço da AG em ambos os olhos, conseguir ler, conseguir viver de forma independente e a qualidade de vida geral passam a ser afetados pela perda de visão decorrente da AG.
*Para fins meramente ilustrativos. O comprometimento da visão devido à AG pode variar.
Saiba como você pode otimizar seu ambiente e estilo de vida para ajudar a se adaptar à AG e lidar com eventuais alterações na sua visão.
Um olhar mais atento à degeneração macular úmida relacionada à idade
A degeneração macular úmida relacionada à idade (DMRIu) ou neovascular é a outra forma avançada de DMRI. Ela se desenvolve devido ao crescimento de vasos sanguíneos anormais na retina, que sangram e extravasam líquido que se acumula na retina. Isso pode causar distorção ou perda da visão central.17
Acessar recursos úteis
Consulte o glossário para ver mais explicações sobre termos desconhecidos usados ao longo desta seção e em todo o site.
Referências:
- Young RW. Surv Ophthalmol. 1987;31(5):291–306.
- EURETINA. Retinal diseases in Europe. 2017. Disponível em: https://euretina.org/resource/euretina-whitebook-on-prevalence-incidence-and-healthcare-needs-for-retinal-diseases-in-europe/ (acessado em maio de 2023).
- Bear M, et al. Neuroscience: exploring the brain. 3rd edition. Library (Lond.); 2006.
- Macular Society. What is the macula? 2022. Disponível em: https://www.macularsociety.org/macular-disease/macula/ (acessado em maio de 2023).
- Ardeljan D, Chan C. Prog Retin Eye Res. 2013;37:68–89.
- Macular Society. Age-related macular degeneration. 2022. Disponível em: https://www.macularsociety.org/macular-disease/macular-conditions/age-related-macular-degeneration/ (acessado em maio de 2023).
- BrightFocus Foundation. Age-related macular degeneration: facts & figures. 2022. Disponível em: https://www.brightfocus.org/macular/article/age-related-macular-facts-figures (acessado em maio de 2023).
- Gehrs KM, et al. Ann Med. 2006;38(7):450–471.
- Kaszubski P, et al. Ophthalmic Res. 2016;55(4):185–193.
- Wong WL, et al. Lancet Glob Health. 2014;2(2):e106–16.
- Fleckenstein M, et al. Ophthalmology. 2018;125(3):369–390.
- BrightFocus Foundation. What is geographic atrophy? 2023. Disponível em: https://www.brightfocus.org/macular/article/what-geographic-atrophy (acessado em maio de 2023).
- Lindblad AS, et al. Arch Ophthalmol. 2009;127(9):1168–1174.
- Holz FG, et al. Ophthalmology. 2014;121(5):1079–1091.
- Sunness JS, et al. Ophthalmology. 2007;114(2):271–277.
- Boyer DS, et al. Retina. 2017;37(5):819–835.
- BrightFocus Foundation. Dry vs. wet age-related macular degeneration: what’s the difference? 2022. Disponível em: https://www.brightfocus.org/macular/article/dry-vs-wet-age-related-macular-degeneration-whats-difference (acessado em maio de 2023).
EU-GA-2300004 Junho de 2023